MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

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Mário de Sá-Carneiro foi poeta e novelista. Filho de um coronel e engenheiro, aos dois anos ficou órfão de mãe e “relegado para a companhia de duas criadas e de uma ama, um ostracismo incompreendido, como da sua obra ressalta” (João Pinto de Figueiredo, A Morte de Sá-Carneiro). Estudou Direito na Universidade de Coimbra e, depois, em Paris, para onde partiu em Outubro de 1912 e onde passou a viver de uma mesada paterna, mais dedicado à boemia, à literatura e ao seu desequilíbrio emocional do que aos estudos, retornou para Portugal no final do mês de junho de 1913, um ano antes do início da Primeira Grande Guerra. Ainda em 1913, visitou por um breve período a Espanha.

Desse período até ao suicídio acrescenta-se pouco quanto aos dados estritamente biográficos deste homem que não falhou menos na vida do que nos estudos. Nessa inadaptação estaria, porém, talvez o gênio da sensibilidade que não o deixaria falhar na literatura.
Foi em 1912 que Mário de Sá Carneiro estreou na literatura, com a publicação da peça de teatro Amizade, com a colaboração de um companheiro de estudos – Tomás Cabreira Júnior, que antes de Sá-Carneiro também se suicidou. Também de 1912 é o volume de contos Princípio, seguindo-se em 1914 a novela A Confissão de Lúcio e o volume de poemas Dispersão. Um outro volume de novelas, Céu em Fogo, foi publicado em 1915. Indícios de Oiro, poesia, publicou-se postumamente (1937).

Mário de Sá-Carneiro colaborou de forma constante e estusiasticamente na revista Orpheu (1915) e a amizade que as 114 Cartas a Fernando Pessoa, escritas entre Outubro de 1912 e Abril de 1916, documentam e definem, entretanto, o perfil psicológico e literário desses dois grandes escritores portugueses.
Essas cartas constituem um dos mais formidáveis testemunhos pessoais da geração literária que ambos pertenceram. A regularidade com que essa correspondência se desenvolveu e a ansiedade que M. de Sá-Carneiro expôs nas cartas atestam uma confiança no amigo que foi, sem dúvida, das poucas contrapartidas de um temperamento que dificilmente encontrava interlocutor: “As suas cartas, meu caro Fernando, essas são, pelo contrário, alguma coisa de profundamente bom que me conforta, anima, delicia – elas fazem-me por instantes feliz.” (carta de 7-1-1913). “É que você, meu querido Fernando Pessoa, é, em verdade completa, o meu único camarada.” (carta de 22-3-1915). Uma confiança que tinha a ver não só com a confissão das suas sucessivas crises psicológicas mas ainda com a permanente necessidade de obter de F. Pessoa o veredito final sobre os poemas e novelas que ia escrevendo.

Mário de Sá-Carneiro, cuja vida e emoções decorreram entre a “dor de ser quase” e a procura de um excesso dos sentidos, tece consciência de como a linguagem paúlica (Uma Corrente Literária na alvorada do Modernismo em Portugal) convinha a uma necessidade de expressão que, se parte de motivos do simbolismo decadentista ou um tanto saudosistas, a partir da Confissão de Lúcio já requer procedimentos estilísticos que ultrapassam os da estética da saudade.

“O fausto de Sá-Carneiro decorre num mundo de metáfora e sinestesia, em que só entra quem se resigna a perder o pé, em vez de o assentar sobre a verosimilhança, mesmo pomposa e distante” (Óscar Lopes, História Ilustrada das Grandes Literaturas – Literatura Portuguesa). E aí a sua “tão profunda intimidade com o Mistério” (José Régio, Líricas Portuguesas – Primeira Série), “a exploração de sentidos nossos desconhecidos, ou hipertrofia dos conhecidos”, “o pendor a dispersar-se, a indefinir-se, a flutuar, a perder unidade e contornos a personalidade humana de um autor artisticamente tão personalizado”, a “atracção do extraordinário e do esotérico” (José Régio, “O fantástico na Obra de Mário de Sá-Carneiro”, in Ensaios de Interpretação Crítica) – tudo isso há-de ter encontrado ressonância no anseio de Álvaro de Campos de “sentir tudo e de todas as maneiras”. Mas também há-de ter encontrado nele uma disciplina, porque, como nota João Gaspar Simões (História da Poesia Portuguesa do Século XX), o que em M. de Sá-Carneiro sentia, “em Fernando Pessoa estava pensando”. Ao que não será estranha a evolução da obra de Mário de Sá-Carneiro da fracção para a poesia: como se esta, pelo recurso à imagem, à metáfora, à própria contenção do verso, sem abdicar da espontaneidade do seu próprio imaginário viesse pôr ordem possível no delírio, às vezes um tanto “decorativo”, de muitas das suas efabulações. Porque, curiosamente, este poeta que estigmatizou como nenhum a ambiguidade dos sentidos e dos afectos, a dissolução da identidade (“Eu-Próprio o Outro”), a dimensão irreversível do tempo, num abismático “consumir de instantes” ou num narcísico saudosismo “das coisas que não foram”, sofria, como nota Régio no artigo citado, tanto do seu interesse pelo esotérico como de uma só aparentemente contraditória “sedução do normal, do simples, do comum”. E então, se é verdade que há em M. de Sá-Carneiro inovações estilísticas que têm a ver com um abuso da adjetivação, “na liberdade de atribuições e sentidos impostos aos verbos, na esquisitice das imagens etc.” (José Régio, art. cit.), ou com uma “sintaxe elíptica acidentada de exclamações, reticências, saltos bruscos de plano discursivo” (Óscar Lopes, op. cit.), a verdade também é que tem de reconhecer-se a “fidelidade (quase completa) dos seus poemas à versificação tradicional” (J. Régio, art. cit.).

O próprio Mário de Sá-Carneiro disse em 1913 sentir-se a “compor de dentro para fora”. O que provavelmente significa – de acordo com Óscar Lopes – “a passagem da arte narrativa planeada a partir da imaginação de casos-limite […] para a arte lírica, onde os conflitos são assumidos por forma directamente pessoal, onde a fantasia se empenha em exprimir, e não já em explorar certas hipóteses até às suas últimas consequências fenomenológicas”. Talvez por isso, a sua atitude é também cada vez mais confessional.

Da dissolução (dispersão…) da personalidade à nostalgia da inocência de menino que nunca deixou de o ser e à expressão de um niilismo absoluto foi um passo na meteórica vida deste homem que, num processo do crescente autodestruição, acaba injuriando-se a si mesmo como “O Esfinge Gorda” e cuja dilaceração interior talvez só pudesse ser resolvida mediante uma outra síntese, uma outra dimensão do tempo: o tempo concreto, real, comum, de todos nós, de ir saindo de uma adolescência a que não chegou a dar o tempo de sair. De mais esse exercício de paciência já não foi capaz esta que Óscar Lopes designa como “obra-prima de uma megalomania virada do avesso e que, afinal, só na sua aparente abjeção se resgata”.

Mário de Sá-Carneiro situa-se entre Rimbaud, Cesário Verde, António Nobre, Camilo Pessanha, Fernando Pessoa e o século que estava por vir, e sendo Sá-Carneiro um caso tão singular, o seu drama não deixa de ser também o drama de uma geração a quem seduzia a modernidade de valores que em si mesmos continham o pressuposto da sua permanente interrogação. É ainda o tempo – o tempo da história e o tempo da nossa história literária – quem confirma a sua atualidade: o grupo da Presença (1927- 1940) que editou os Indícios de Oiro (1937), a editora Ática que editou suas Poesias Completas (1946) e as fundamentais Cartas a Fernando Pessoa (2 vols., 1958-1959), e os ensaios que, mais recentemente, entre teses, biografias e fotobiografia compõem uma referência importante – e um estímulo – que acompanha o itinerário pessoano. Em 31 de Março de 1916, Mário de Sá-Carneiro escrevia a Fernando Pessoa: “Não me perdi por ninguém: perdi-me por mim, mas fiel aos meus versos.”

Suicidou-se em Paris a 26 de Abril de 1916.

“Meu querido Amigo.

A menos de um milagre na próxima segunda-feira, 3 (ou mesmo na véspera), o seu Mário de Sá-Carneiro tomará uma forte dose de estricnina e desaparecerá deste mundo. É assim tal e qual – mas custa-me tanto a escrever esta carta pelo ridículo que sempre encontrei nas «cartas de despedida»… Não vale a pena lastimar-me, meu querido Fernando: afinal tenho o que quero: o que tanto sempre quis – e eu, em verdade, já não fazia nada por aqui… Já dera o que tinha a dar. Eu não me mato por coisa nenhuma: eu mato-me porque me coloquei pelas circunstâncias – ou melhor: fui colocado por elas, numa áurea temeridade – numa situação para a qual, a meus olhos, não há outra saída. Antes assim. É a única maneira de fazer o que devo fazer. Vivo há quinze dias uma vida como sempre sonhei: tive tudo durante eles: realizada a parte
sexual, enfim, da minha obra – vivido o histerismo do seu ópio, as luas zebradas, os mosqueiros roxos da sua Ilusão. Podia ser feliz mais tempo, tudo me corre, psicologicamente, às mil maravilhas, mas não tenho dinheiro. […]”

Mário de Sá-Carneiro, carta para Fernando Pessoa, 31 de Março de 1916.

*

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AQUELE OUTRO

O dúbio mascarado — o mentiroso
Afinal, que passou na vida incógnito.
O Rei-lua postiço, o falso atónito —
Bem no fundo o covarde rigoroso.

Em vez de Pajem, bobo presunçoso.
Sua Alma de neve, asco de um vómito —
Seu ânimo, cantado como indómito
Um lacaio invertido e pressuroso.

O sem nervos nem Ânsia — o papa-açorda,
(Seu coração talvez movido a corda…)
Apesar de seus berros ao Ideal.

O raimoso, o corrido, o desleal —
O balofo arrotando Império astral:
O mago sem condão, o Esfinge gorda.

Paris, fevereiro de 1916

*

VERSOS D’AMOR

Eu conheço uns olhos negros
Que brilham como diamantes,
Cheguei-me ao pé deles
E fiquei tal como dantes!…

Eu conheço uns olhos verdes
Que alumiam cintilando,
Já os tenho até beijado
Mas nunca os fiquei amando!…

Conheço uns olhos azuis
Como outros ‘inda não vi
Ferozes, belos… Por eles
Jamais amor eu senti!…

Também conheço uns castanhos
(Que são os teus minha amada)
Bem vulgares mas pelos quais
Minh’ alma anda apaixonada

Conheço uns cabelos louros
Que são d’ouro precioso
Já lhes sorvi o perfume
Mas não fruí nenhum gozo!…

Conheço uns cabelos negros
De Ébano o mais retinto…
Passo a minha mão por eles
Mas nada… mas nada sinto!…

Também conheço uns vermelhos
Os quais já alguém mataram.
Apesar disso os tiranos
Nem sequer m’impressionaram.

Mas eu sei porém d’uns outros
Do castanho mais vulgar
Cuja dona graciosa
Hei-de sempre idolatrar.

Tão sedosos eles são,
Tão finos, tão abundantes
Que no mundo não existem
Por certo outros semelhantes!…

Sei de muita mulher bela
Que não posso tolerar
Só a ti, a ti, a ti meu anjo
É que hei-de sempre amar!…

21 de março de 1907

*

ÁLCOOL

Guilhotinas, pelouros e castelos
Resvalam longemente em procissão;
Volteiam-me crepúsculos amarelos,
Mordidos, doentios de roxidão.

Batem asas de auréola aos meus ouvidos,
Grifam-me sons de cor e de perfumes,
Ferem-me os olhos turbilhões de gumes,
Descem-me a alma, sangram-me os sentidos.

Respiro-me no ar que ao longe vem,
Da luz que me ilumina participo;
Quero reunir-me, e todo me dissipo —
Luto, estrebucho… Em vão! Silvo pra além…

Corro em volta de mim sem me encontrar…
Tudo oscila e se abate como espuma…
Um disco de oiro surge a voltear…
Fecho os meus olhos com pavor da bruma…

Que droga foi a que me inoculei?
Ópio de inferno em vez de paraíso?…
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Como é que em dor genial eu me eternizo?

Nem ópio nem morfina. O que me ardeu,
Foi álcool mais raro e penetrante:
É só de mim que ando delirante —
Manhã tão forte que me anoiteceu.

Paris, 4 de maio de 1913

*

TACITURNO

Há ouro marchetado em mim, a pedras raras,
Ouro sinistro em sons de bronzes medievais — 
Jóia profunda a minha alma a luzes caras,
Cibório triangular de ritos infernais.

No meu mundo interior cerraram-se armaduras,
Capacetes de ferro esmagaram Princesas.
Toda uma estirpe real de heróis d’ Outras bravuras
Em Mim se despojou dos seus brasões e presas.

Heráldicas-luar sobre ímpetos de rubro,
Humilhações a lis, desforços de brocado;
Basílicas de tédio, arneses de crispado,
Insígnias de Ilusão, troféus de jaspe e Outubro…

A ponte levadiça e baça de Eu-ter-sido
Enferrujou – embalde a tentarão descer…
Sobre fossos de Vago, ameias de inda-querer — 
Manhãs de armas ainda em arraiais de olvido…

Percorro-me em salões sem janelas nem portas,
Longas salas de trono a espessas densidades,
Onde os panos de Arrás são esgarçadas saudades,
E os divans, em redor, ânsias, lassas, absortas…

Há roxos fins de Império em meu renunciar – 
Caprichos de cetim do meu desdém Astral…
Há exéquias de heróis na minha dor feudal – 
E os meus remorsos são terraços sobre o Mar…

Paris, agosto de 1914

*

ÂNGULO

Aonde irei neste sem-fim perdido,
Neste mar oco de certezas mortas? — 
Fingidas, afinal, todas as portas
Que no dique julguei ter construído…

— Barcaças dos meus ímpetos tigrados,
Que oceano vos dormiram de Segredo?
Partiste-vos, transportes encantados,
De embate, em alma ao roxo, a que rochedo?…

Ó nau de festa, ó ruiva de aventura
Onde, em Champanhe, a minha ânsia ia,
Quebraste-vos também ou, porventura,
Fundeaste a Ouro em portos de alquimia?…

…………………………………………………………………………….

…………………………………………………………………………….

Chegaram à baía os galeões
Com as sete Princesas que morreram.
Regatas de luar não se correram…
As bandeiras velaram-se, orações…

Detive-me na ponte, debruçado,
Mas a ponte era falsa – e derradeira.
Segui no cais. O cais era abaulado,
Cais fingido sem mar à sua beira…

— Por sobre o que Eu não sou há grandes pontes
Que um outro, só metade, quer passar
Em miragens de falsos horizontes — 
Um outro que eu não posso acorrentar…

Barcelona, setembro de 1914

*

NÃO

Longes se aglomeram
Em torno aos meus sentidos,
Nos quais prevejo erguidos
Paços reais de mistérios.

Cinjo-me de cor,
E parto a demandar.
Tudo é Oiro em meu rastro — 
Poeira de amor…

Adivinho alabastro…
Detenho-me em luar…

Lá se ergue o castelo
Amarelo de medo
Que eu tinha previsto:
As portas abertas,
Lacaios parados,
As luzes, desertas —
Janelas incertas,
Torreões sepulcrados…

Vitória! Vitória!
Mistério é riqueza —
E o medo é Mistério!…
Ó paços reais encantados
Dos meus sentidos doirados,
Minha glória, minha beleza!

(— Se tudo quanto é dourado
Fosse sempre um cemitério?… )

Heráldico de Mim,
Transponho liturgias…

Arrojo-me a entrar
Nos Paços que alteei,
Quero depor o Rei
Para lá me coroar.

Ninguém me veda a entrada,
Ascendo a Escadaria — 
Tudo é sombra parada,
Silêncio, luz fria…

Ruiva, a sala do trono
Ecoa roxa aos meus passos.
Sonho os degraus do trono — 
E o trono cai feito em pedaços…
Deixo a sala imperial,
Corro nas galerias,
Debruço-me às gelosias — 
Nenhuma deita pra jardins…

Os espelhos são cisternas — 
Os candelabros
Estão todos quebrados…

Vagueio o Palácio inteiro,
Chego ao fim dos salões…
Enfim, oscilo alguém!
Encontro uma Rainha,
Velha, entrevadinha,
A que vigiam dragões…

E acordo…
Choro por mim… Como fui louco…
Afinal
Neste Palácio Real
Que os meus sentidos ergueram,
Ai, as cores nunca viveram…
Morre só uma rainha,
Entrevada, sequinha,
Embora a guardem dragões…

E acordo…
Choro por mim… Como fui louco…
Afinal
Neste Palácio Real
Que os meus sentidos ergueram,
Ai, as cores nunca viveram…
Morre só uma rainha,
Entrevada, sequinha,
Embora a guardem dragões…

…………………………………………………………………….

…………………………………………………………………….

— A Rainha velha é a minha Alma — exangue…
— O Paço Real o meu génio…
— E os dragões são o meu sangue…

(Se a minha alma fosse uma Princesa nua
E debochada e linda…)

*

FIM

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

*

Links úteis

Biografia de Mário de Sá-Carneiro: http://www.astormentas.com/din/biografia.asp?autor=M%E1rio+de+S%E1%2DCarneiro
Obras de Mário de Sá-Carneiro: http://www.gutenberg.org/browse/authors/s#a24897

Ensaio Mário de Sá-Carneiro Poeta da Desilusão: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=906&cat=Ensaios&vinda=S

Triplov Mário de Sá-Carneiro: http://www.triplov.com/sa_carneiro/meg/index.html

Revista SIBILA, MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO: http://www.sibila.com.br/index.php/mapa-da-lingua/2180-mario-de-sa-carneiro

O Paulismo, uma corrente literária portuguesa: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=8091&cat=Ensaios&vinda=S

Artigo sobre Mário de Sá-Carneiro: http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt

Revista Orpheu (2 números) na Biblioteca Nacional de Portugal: http://purl.pt/12089/2/res-2750-v_PDF/res-2750-v_PDF_24-C-R0150/res-2750-v_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdf

Revista Orpheu, 20 anos Depois, por Almada Negreiros: http://antonioferro.files.wordpress.com/2011/09/dl_supl_literario_04418_08031935_p01_07.pdf

Obras no Domínio Público: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&co_autor=94

Mário de Sá-Carneiro, alguns poemas: http://www.jornaldepoesia.jor.br/msa.html

*

Ângelo Luís

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