OFÍDIO

OFÍDIO

Cada toca que se abra
com sabre
Pode ter por dentro a cobra
não cobre
Que descansa e se recobra
descobre
De ter fama de macabra
que acaba

E não há abracadabra
que abre
Só há mal, medo de sobra
que sobe
Mesmo quando ela se dobra,
desdobra
Essa moça toda glabra…
pelada

Das pauladas ela escapa
inglória
Desde Eva, ela avisa
revisa
O mistério com que tapa
eu topo

Deste corpo aquela coisa
ocaso
Que não pode estar no mapa
destapa
– É assim que ela desliza!
sobre isso.

*

Ângelo Luís e Francisco Settineri

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