PLENILÚNIO

I – PLENILÚNIO        (Fernando Pessoa)

FICÇÕES DO INTERLÚDIO

I

PLENILÚNIO

As horas pela alameda
Arrastam vestes de seda,

Vestes de seda sonhada
Pela alameda alongada

Sob o azular do luar…
E ouve-se no ar a expirar —

A expirar mas nunca expira
Uma flauta que delira,

Que é mais a ideia de ouvi-la
Que ouvi-la quase tranquila

Pelo ar a ondear e a ir…
Silêncio a tremeluzir…

*

Ângelo Luís

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