Publicado em Pedro Xisto

ININTITULADO

ININTITULADO

(Pedro Xisto)

Passam monges de lentas esculturas.
Os gestos, vai silêncio descarnando.
De círios fêz-se a tarde. E o cantochão
é pátina dos lábios e seus muros.

Êsses coros – do rito, suma e sombras;
êsse horizonte em corte assim noturno;
essa grã-serrania além do mundo;
essas ausências tôdas, ai! que assomam.

Ásperas lãs reclusas entre as neves
e os linhos derradeiros sob a cal,
baixados os capuzes, inda seguem

aonde são os ângulos inermes.
A procissão das formas se perfaz.
E eis que o tempo é chegado da Palavra.

*

Ângelo Luís

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