Bomba

Maiakovski1


Bomba

Nem mais um iambo sequer
de uma fala alarme
de tua boca avara
em fantasias desatadas

um balaço ainda ecoa
e abala
riscado de versos
e formas precisas

não há mais punhos
erguidos em petrogrado
apenas a sirene das palavras
e o eco de humanos surdos

uma sílaba fechou para sempre
tua garganta de frases ásperas

ficaram os gritos
as vértebras,
a carcaça,
O DIFÍCIL –
a vida
e seu ofício

Obrigado, Wladimir!

*

Ângelo Luís e Francisco Settineri

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