Então, olhando o gênio, e bom e brando

Então, olhando o gênio, e bom e brando,
E sem nenhum recato à formosura,
Da terra aos céus o braço alevantando:
‘Tellus… Coellus’… na sua voz murmura.

“— Vejo as preclaras formas, do diamante
De luz branca, oh! eu vejo a divindade
Dentro de ti, qual raio do levante
Num terreno cristal! vejo em verdade
“O processo moral da natureza,
Incolores princípios, a existência
Absoluta da aquém e além beleza,
Vi em ti s’encarnando a áurea inocência —
“Oh, a inocência! a força desarmada
Que é ela, a solidão feliz, de um Deus
A cândida, a melhor, melhor morada,
Coellus, o lírio-luz, a terra-céus!”

Sousândrade, O GUESSA, Canto Oitavo, versos 57-72

*

Ângelo Luís

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