epílogo

epílogo

longe de minha cabeça
redemoinho cava invisível
declive sob os escombros
quase renovo o olhar
não abrigo

esse tempo que não passa
lá fora ouço o som impossível
nenhum aviso ao meu redor
nem mesmo sinto meus ouvidos

é preciso aguentar um pouco mais
quem sabe?
eu não sou eu mesmo
respiro dentro de você na ponta de uma estaca

rosto desfigurado e rígido
a dor se impõe e vivo
sem lágrimas petrifico
minha sombra finge luz

nenhuma data
ou nome
a quem interessa ser isca?
voo livre por um momento repouso

*

Ângelo Luís

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