Publicado em José André Lôpez Gonçâlez

Pra o Francisco Settineri quando cumprir os sessenta

Pra o Francisco Settineri quando cumprir os sessenta

Ninguém os dias doces bote ao olvido
que sombra são de antanho já esvaída.
Dourado seio a sono lhe convida
e é sol na praia exulta e som ao ouvido.

Quem racha o lenço aquele em que é vestido
tão mole e morno, assim, feito à medida?
Muros de amor os muros nos que a vida
lhe dera acovilho desde nascido!

E esta dor de ver como se apaga
lapa feliz que pelas veias vaga
é cinza já nos lábios derrotados!

E esta dor, como um sarau de bela,
que honra é só de hera feita estrela,
fiel nesses muros ermos e melados!

*

José André Lôpez Gonçâlez

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