O novo manifesto de Augusto de Campos

augusto de campos

O tempo passou muito rápido, segundo o poeta Augusto de Campos. Talvez por isso ele continue a fazer aos 83 anos as mesmas coisas que faz desde a adolescência: traduzir poetas experimentais, discutir música contemporânea e montar poemas visuais e interativos. Também é a razão de ele analisar a cultura contemporânea de uma forma crítica e incisiva, que lembra os antigos manifestos que ele lançou nos anos 1950. No início da carreira, fundou com o irmão Haroldo de Campos (1929-2003) e o amigo Décio Pignatari (1927-2012) o movimento concreto, que preconizava a explosão do código verbal e a aproximação da poesia às artes visuais. Da premissa nasceram os “poemas ideogramas” que alteraram a forma de fazer poesia – e colecionaram inimigos estéticos definitivos. A inveja parece eterna, pelo menos no que diz respeito aos opositores dos poetas concretos em particular e da arte concreta em geral. Até hoje a obra deles provoca reações indignadas, numa prova de que a inovação incomoda e a força da arte concreta ainda persiste, mesmo tendo sido ultrapassada, talvez, por ulteriores vertentes experimentais. Mesmo assim, a expressão “poeta concreto” soa como um palavrão para muita gente.

reportagem completa em: http://cmais.com.br/arte-e-cultura/letra-nova/o-novo-manifesto-de-augusto-de-campos

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Ângelo Luís e Francisco Settineri

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